Gente gosta de gente

dezembro de 2019

Esse é o conselho mais importante que vou me dar: gente gosta de gente. Uma história só é interessante se tiver gente interessante. Leitores gostam de gente. Eventos só são importantes se conectam pessoas a outras pessoas ou ao seu mundo interior. Ideias mirabolantes sobre enredos fantásticos só funcionam se vierem com gente fenomenal

O sensorial é tudo

30 de janeiro 2020

Pense em toques. Em arrepios, em calafrios, em temperaturas ferventes, em beijos tão leves que mais parecem vapor correndo a pele. Todos adoram pele. Abuse da descrição do toque. Preste sempre atenção a palavras relativas ao toque. Toques sempre indicarão algum tipo de tensão, pq o sensório é a via para a emoção.

Conselhos para quem?

fevereiro de 2019

Eu tenho cadernos onde escrevo as dicas mais importantes na hora de começar uma história. O que eu não posso jamais perder de vista? O que eu não posso deixar para o lado na hora de estruturar e escrever? Então pensei: por que não escrever esses conselhos aqui?

Personagens precisam ter objetivos fortes

9 de novembro

Protagonistas precisam ter uma missão. Uma boa missão, na verdade, senão viram a Bela do Crepúsculo, criticada por só servir de objeto de amor do Edward. Personagens (protagonistas, secundários, vilões) precisam ter TUDO a perder ou a ganhar com as viradas do roteiro. É a missão que dá a energia e a estrutura a qqr história. É ela que garante bons diálogos. É ela que faz o personagem se tornar memorável (e humano)

Tá apaixonada? Então funciona

9 de novembro

Karina, lembre-se que só a paixão te carrega até o fim de um livro. Você não consegue escrever UMA linha que preste sem estar apaixonada pela história. Nem tente: vai ficar bleh. Só a paixão carrega vc adiante quando a história chega na metade. Só ela permite que seu personagem tome a canetada sua mão e conte a história por você. Ele convence porque existe, e existe pq vc está apaixonado por eles. Se o livro não te agradar, seja brutalmente honesta e coloque-o de lado.

Demais é chato

9 de novembro

Gente gosta de história — mais do que de sexo. A tentação de colocar cenas calientes é grande, mas resista. Você já leu muito livro chato pra saber que não é o sexo que prende, é a tensão sexual (que nada mais é do que a história de como os dois chegaram ou chegarão lá)

Siga sua intuição

30 de janeiro 2020

Muitos lucraram repetindo fórmulas, muitos não; em todo caso, confie primeiro na intuição. Se você não for louca por protagonistas cafajestes, não escreva sobre um, mesmo que seja a moda. Se não gostar de máfia, não escreva sobre. O instinto é a agulha da bússola que aponta para o seu Norte pessoal. Escrever é uma arte, antes de ser comércio, e o espírito sempre foi crucial na criação de obras fenomenais. Ali, para onde a agulha aponta, repousa o tema e o assunto que você saberá desenvolver melhor.

Pesquise (mais do que acha que precisa)

30 de janeiro 2020

Tem gente que estende o conceito de liberdade poética para além de suas fronteiras. Não seja essa pessoa. Se vai escrever sobre uma época diferente, pesquise. Jamais pense que seu leitor relevará sua preguiça (vc sabe ue eles são muito mais espertos do que parecem). Ao se propor a fazer algo, demonstre uma ética de trabalho exemplar. E na ética do escritor está a pesquisa.

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