Gosto de pensar que sou feita de palavras. Um monte de histórias juntas, umas bonitas, outras menos, várias engraçadas. Também me acho cheia de letras. Aprendo, cresço, melhoro com elas - elas são a parte mais bonita da vida, e a forma como eu entendo o mundo.
Cresci lendo os livros que a minha mãe mantinha na sala, e como a gente na época não tinha de tudo, eu lia o que achava. Psicologia, sociologia, tratados feministas. Era também a rainha dos rótulos e das bulas, lia todas. Se tinha letra, despertava minha curiosidade, e talvez por isso tenha tentado aos 14 esvaziar um pouco a cabeça cheia de ideias e escrever. Acabei escrevendo uns quinze livros, rascunhados em brochuras e cadernos de arame, coloridos de recortes da Capricho. Lembro com saudades infinitas de com minhas amigas deitavam ao meu lado e me esperavam terminar um capítulo, aí liam juntas para a gente sonhar (até hoje elas se lembram disso). Aí veio a vida, vieram as demandas, a faculdade em Comunicação e depois Psicologia, os anos em que morei fora, os que dei alemão como língua estrangeira, os que tirei para cuidar dos filhos (tenho dois). No fundo da cabeça, como um alinhavo, a linha que me segurava inteira: palavras.
Li muito nessa vida, e continuo lendo - de tudo (dá uma olhada nas minhas recomendações, na aba ali de cima!). Adoro histórias contadas com prosa perfeita, como conseguem os nome de ouro da literatura, mas também amo aquelas que são tão simples que chegam a emocionar pela tentativa.
Da psicologia veio mais tarde a compreensão que não só eu, mas um mundo de gente também via o mundo através de histórias. Que histórias são tão importantes para elas, que sem elas o mundo não fazia sentido. E que escrever é terapia, cura doenças, acalma a alma, eleva o espírito (um jeito bonito de dizer que nos faz felizes), é champanhe na veia, e Prozac na forma de letras.
Por isso, em certo momento, uni essas duas paixões e comecei a ministrar oficinas de escrita terapêutica ( se quiser conhecer mais sobre o assunto, dá uma olhada no site www.ocaminhointerior.com.br, também ali em cima, na aba "escrever é terapia"). No resto do tempo, sonho com histórias românticas, com cenários impossíveis, com amores realizáveis. E de vez em quando, desses sonhos, nasce um livro.


Se você adora histórias, é da minha tribo e aqui é sua casa. Se não gosta, a porta da tribo tá sempre aberta <3





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