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E 2019, como foi?

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Olá, pessoal!

Hoje resolvi fazer uma lista de tudo que tinha feito em 2019 e me surpreendi com o número de coisas que fiz. Pra começar, pela primeira vez na vida me assumi escritora. Não mais escritora nas horas vagas, ou “ah, escrevo umas coisinhas:” assumi pro mundo que escrevo. Também clinico e faço workshops de escrita terapêutica, mas, basicamente, escrever romances é o que faço da vida.

No início do ano coloquei o site www.ocaminhointerior.com.br pra realmente funcionar. Montei um curso lindo que está lá, disponível online, e trabalho nisso — ajudando pessoas a escreverem como meio de cura. Também organizei um congresso de Literatura e Psicanálise que foi super legal, e me permitiu conhecer muita gente maravilhosa.

Pela primeira vez, firmei parcerias com Instas Literários. Essa turma maravilhosa me ajudou a espalhar meus livros por aí (na verdade, essa turma maravilhosa espalha a literatura pelo país. Conecta leitores, troca ideias, nos apresenta a uma variedade imensa de livros, e sou muito grata e encantada pelo trabalho de formiguinha que elas fazem.) Fico sempre muito tocada quando vejo quanta gente respira livro por aí. Sou muito, muito fã de todos que lêem e resenham, acho que tem um lugarzinho no céu para quem impulsiona a cultura adiante.

Vamos então aos livros!

Finalizei em março o livro Mascarado. Embora eu o tivesse começado em 2018, só ganhou os contornos que eu queria que tivesse em 2019, e tenho um grande orgulho dele. Para quem não conhece, é um romance de época (distópico, de data e lugar incerto) bem caliente.

Logo que terminei, comecei uma chick lit chamada as Leis do Amor que não foi para a frente. Sim, às vezes acontece… Precisei pausá-lo porque a inspiração sumiu, mas uma hora ela volta e eu continuo!

Nesse meio tempo, meu pai faleceu. Foi um período ruim porque além de triste, a vida virou do avesso. Mas a tormenta passou, e achei, mais uma vez, alívio na escrita. Continuei a escrever, mas dessa vez resolvi revisar um livro meu chamado A Morte e a Donzela. Ele era juvenil, mas aquele vampiro romeno pedia para avançar algumas casas… Então foi isso que permiti: transpus o cenário inteiro da escola para a faculdade, e o vampiro e Elisa, a mocinha, tornaram-se adultos e puderam se envolver da maneira sensual que vampiros pedem. E quer saber? Ficou Lindo <3 Como também ficou grande, dividi o livro em dois: A Luz e a Escuridão é a sequência do primeiro.

Esse foi o ano em que fui para a Bienal! A primeira vez expondo. Gostei da experiência, mas sinceramente senti um pouco não poder circular livremente pelos pavilhões. Adorei conhecer pessoalmente muitas das pessoas que só conhecia pelas mídias, e isso sim valeu a pena. Voltei certa de que pra mim, o importante é escrever para elas. Para essas pessoas que a gente acaba se conectando pelas palavras, e vibram na mesma frequência que a gente.

Ainda do meio do ano para o final, consegui concluir um livro que nasceu de uma antologia que AMEI participar: Homens de Farda. Sério, foi sensacional, e as meninas que participaram comigo são um sucesso. Meu conto acabou crescendo e virando livro, O Lado Bom do Inferno, e eu AMEI finalmente escrever o livro em um apocalipse zumbi como planejava. Meu nome do meio é eclética!

Lá para meados de outubro eu estava firme e forte no meu propósito de escrever o primeiro romance de época, até que fui a-tro-pe-la-da por uma ideia. Eu ouvi uma musica na rádio e acabei me incomodando com o final dela, e decidi que escreveria aquela história. Não sei se conseguirei escrever outro livro tão rápido, mas A Garota da Música saiu de uma explosão de inspiração, e ficou uma gracinha! Confere aí e me fala (Obrigada Jared Leto por me encantar!)

Também quebrei uma barreira e montei um grupo de leitura coletiva no Whatsapp, que acabou atraindo leitoras que viraram minhas amigas. Somos uma turma bem bagunceira (que chamamos, compreensivelmente, de Bagunceiras Literárias). Se você gosta do que escrevo e tem interesse em participar, me chama aí inbox pra gente conversar!

Enfim, acho que isso resume minha vida literária de 2019! Agora voltaram os planos para o livro de época, e a história, dormente, acordou com força!

Enfim, sentar para elaborar uma retrospectiva foi melhor do que eu imaginava. É gostoso relembrar os marcos do ano, e ver que o caminho foi trilhado de um jeitinho certo (certo para mim, para o momento). Sugiro que façam o mesmo! Quem voltem nos meses e colham boas histórias!

E o 2019 de vocês, como foi?!

Grande beijo a todas! Fi

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